Teatro GRIOT

“Os nossos corpos já não são organismos naturais, são arquitecturas, ficções. Pressentimos nessa noite o lugar do Teatro GRIOT: o palco como lugar de ensaio, experimentações autobiográficas cuja verdade permanece intratável, fugidia, emancipada. Um lugar onde ensaiamos o gesto e a desobediência lúcida.”

       

        Zia Soares

 

Historial

O Teatro GRIOT é uma companhia de actores que se dedica à exploração de temáticas relevantes para a

construção e problematização da Europa contemporânea e o seu reflexo no seu discurso e na estética teatral.

O trabalho que a companhia desenvolve surge da tensão entre corpo e território, entre memória colectiva e memória individual, entre imaginário colectivo e imaginário individual. O Teatro GRIOT opera neste espaço de intersecção de territórios geográficos e simbólicos como ponto nevrálgico de um movimento artístico de contra-memória.

 

‘Teatro

Faz Escuros nos Olhos, encenação de Rogério de Carvalho, estreou em Abril de 2012 no Institut Français du Portugal e foi distinguido com o Prémio Nacional VIDArte em 2013, atribuído pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e pelas Secretarias de Estado da Cultura e dos Assuntos Parlamentares. A peça esteve em cena em Lisboa, Loures, Barreiro, Almada, Sesimbra, Vila Nova de Santo André, Coimbra e Luanda (Angola).

 

Ciclo de Teatro Dedicado a Autores Africanoscom a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da Confederação Empresarial da CPLP e das Embaixadas da Nigéria, Angola e África do Sul e Missão de Angola junto à CPLP em Portugal. Realizou-se no biénio 2013-2014 e integrou as peças: 

- A Raça Forte, do escritor nigeriano Wole Soyinka, com encenação de Nuno M Cardoso. Esteve em cena no Teatro do Bairro, Lisboa, em 2013;

- A Geração da Utopia, a partir do romance homónimo do escritor angolano Pepetela, adaptação e encenação de Guilherme Mendonça. Estreou no Cineteatro A Barraca, Lisboa, em 2014 e contou com a presença do escritor na noite da estreia;

- As Confissões Verdadeiras de um Terrorista Albino, a partir da obra homónima do escritor sul-africano, Breyten Breytenbach, adaptação e encenação de Rogério de Carvalho, co-produção Teatro GRIOT/Programa Gulbenkian Próximo Futuro. O espectáculo estreou em 2014 no Teatro do Bairro, Lisboa, e contou com a presença do escritor na noite da estreia. Esteve também no Cineteatro João Mota, em Sesimbra, no Le Carreau du Temple, em Paris (integrado na programação do Festival Chantiers d’Europe, promovido pelo Théâtre de la Ville), no Teatro Municipal Rivoli, no Porto, em Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite, e em Marselha, no Théâtre de L’œuvre integrado na 5° Biennale Histoire, Mémoire, Immigration, Territoires (RHMIT).

A peça foi considerada "Melhor Espectáculo" de 2014, pelo jornal Público.

TEMPESTADE, Composição Dramática a partir de Shakespeare, a partir de “A Tempestade” de William Shakespeare, com encenação de Bruno Bravo, estreou em 2015 no Teatro do Bairro, Lisboa. Apresentou-se também em Sesimbra no Cine-Teatro João Mota.

 

 

Ruínas, texto de Lynn Nottage, com encenação de António Pires, co-produção Teatro do Bairro/Ar de Filme, São Luiz Teatro Municipal em colaboração com o Teatro GRIOT, apresentou-se em Lisboa em 2016, no São Luiz Teatro Municipal e no Teatro do Bairro.

O lugar por onde a vaca passou, a partir de “Prometeu Agrilhoado” de Ésquilo, encenação de João Fiadeiro estreou no Teatro do Bairro, Lisboa, em 2016.

 

LUMINOSO AFOGADO, adaptação e encenação de Zia Soares, a partir de Al Berto, estreou em Lisboa, em 2016 no Teatro da Trindade. Em Lisboa esteve também em cena no Auditório Fernando Pessa — Casa dos Direitos Sociais, em Sines, no Centro de Artes de Sines e em 2018 integrou a programação do Festival Mindelact, em Cabo-Verde.

 

OS NEGROS, de Jean Genet, encenação de Rogério de Carvalho, co-produção Teatro GRIOT/ São Luiz Teatro Municipal esteve em cena de em 2017 na Sala Luis Miguel Cintra e em 2018, no Cine-Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery. 

 

Que Ainda Alguém Nos Invente, original de Ricardo P. Silva, encenação de Paula Diogo, co-produção Teatro GRIOT/ Teatro Municipal do Porto, estreou em 2018 no Teatro Municipal do Campo Alegre, Porto, e apresentou-se em Lisboa, no Teatro do Bairro.

Em 2019 o espectáculo foi distinguido com o "Prémio Melhor Coreografia" pelo Blog Guia dos Teatros .

Posso saltar do meio da escuridão e morder, selecção e montagem de textos colectiva, encenação de Rogério de Carvalho, estreou em  2018 no Festival Mindelact, Cabo-Verde. Também se apresentou no Teatro Bairro, Lisboa, nos Recreios da Amadora, Amadora, e em Coimbra no Teatro da Cerca de São Bernardo.

Em 2019 o espectáculo foi distinguido com o "Prémio Melhor Adaptação" pelo Blog Guia dos Teatros .

‘Cinema

 

TEMPESTADES – Ensaio de um Ensaio é um filme documentário realizado por Uli Decker, co-produzido por GRIOT/ Ulises Films.

Partindo dos primeiros ensaios de “Tempestade, Composição Dramática a partir de Shakespeare”, o filme explora a ligação entre o texto de Shakespeare e a biografia dos actores da companhia.

Entre a peça e a paisagem da vila de Sesimbra, o filme traz à tona tópicos como memória, casa, emigração, colonialismo. Um mosaico complexo de múltiplas vozes.

O filme estreou-se no InShadow, em 2015. Em 2016 esteve em exibição na Casa dos Direitos Sociais promovido pela Divisão dos Direitos Sociais da CML, na Mostra Internacional de Teatro de Santo André, no Arroios Film Festival, no Polo Cultural Gaivotas| Boavista no âmbito do “Lusco-Fusco”, no Cineteatro João Mota em Sesimbra, no 12 Months Film Festival, na Roménia, no CINALFAMA, Lisbon International Film Award (distinção Menção Honrosa), no Equality Filmfestival, em Kiev. Em 2017 exibiu-se no Barcelona Planet Film Festival, em Espanha, no Festival Internacional Filmes sobre Arte Portugal, no San Mauro Torinense International Film Festival, em Itália, e no PORTO FEMME - Festival de Cinema Internacional, Portugal.